07.00h. Dentro da roulotte.
Os cães ladram. O barulho do dia a despontar é abafado pelo da torradeira. Eles estão sentados, em frente um ao outro. Nos olhos, olheiras profundas e nos lábios um sorriso quente. Escolhem o silêncio para comunicar. Aquilo que dizem assim é muito mais do que alguma vez conseguiram, falando. Aliás, o diálogo foi há muito banido. Também para quê, se assim tudo saí mais fluido e sem recriminações?
07.40h. Fora da roulotte.
Despedem-se, igualmente no silêncio. Ouve-se apenas o barulho do zip, quando fecham os casacos.
a.
