Idiota com raiva

Corrosivamente, ele gritou. Arremessando-se contra a porta, gritou de novo. Já esperava que isto lhe acontecesse. Apenas não sabia quando e onde. Foi-o ali, naquele instante, em que a luz lhe ofuscava a razão, a raiva lhe bloqueava a contenção, o medo lhe arrefecia aquilo que podia ser a alma, se não estivesse esfrangalhada há muito. Olhou-se ao espelho e não se estranhou. Era o mesmo idiota de sempre, com a diferença de que agora sangrava.

a.

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