Debaixo de um céu estupidamente riscado de verde e com o peito a latejar de qualquer coisa que não vêm descrito em parte nenhuma, nessa noite, sem pedirem nada, um grande filme e uma grande música encheu-lhes a alma.
a.
Debaixo de um céu estupidamente riscado de verde e com o peito a latejar de qualquer coisa que não vêm descrito em parte nenhuma, nessa noite, sem pedirem nada, um grande filme e uma grande música encheu-lhes a alma.
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Um barulho forte, acordou-a a meio da noite. Involuntariamente sobressaltada quis saber que raio era aquilo que a arrancou do sono. Levantou-se e saiu da roulotte. Olhou o imenso estaleiro que tinha ali. Estava descalça e sentiu o frio. Estava absorta e não viu.
Debruçou-se até sentir um desequilíbrio ligeiro. Imobilizou-se com a cabeça pesada e os joelhos gelados. Havia como que uma inércia derrotista neste seu movimento. Por cima da sua cabeça um céu riscado de traços que a (des)sintonizavam da vida. No ângulo perfeito, viu um reflexo, imenso, incontido.
Nesse momento entendeu a beleza da betoneira de betão… defronte.
a.