All my days

Dentro de um corpo que ainda era o seu, ela avançava ao lado da linha. De quando em vez, passavam comboios. Quase de forma imperceptível, as suas mãos crispavam-se alguns segundos depois de os sentir. Sentia-os, através do vento, que não desistia, mesmo depois de eles se irem.

Os dias assim, tinham algo de difuso. Algo que surgia e desaparecia, com a luz. Algo que não deixava rasto mas que se sentia, como se fosse um rio subterrâneo à procura de uma foz.

Como quase sempre, aquilo de que mais precisamos, não nos faz falta nenhuma.

a.

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