Ali, naquela janela, de uma casa que desde há muito conhecia, por debaixo de um céu carregado de cores, mais ou menos sórdidas, ele continuava sem saber o porquê. E não era do vento, nem da chuva. Tão pouco do frio que não o importunava sequer. Isso, ele sabia muito bem, embora dissesse que sim, às vezes, para disfarçar.
Porque raio aquela expressão lhe não saía da cabeça, se já lá iam uns quantos anos desde que a tinha guardado num dos refegos do seu interior?
Estava ali, assomado, debruçado, alheado, destroçado, há tempo demais para que viesse a saber. Tinha os olhos fechados e as dúvidas, soavam-lhe assim.
a.
