Os domingos, que são dias, são sempre mais do que isso.
São-no, no próprio dia ou em qualquer outro dia em que se pense neles. Por isso, são constantes, coererentes e consistentes, acabando por ser penalizados por isso mesmo.
Acolhem, invariavelmente, com um sorriso complacente, os resquícios que sobram dos outros dias e as projecções esperançosas nos que hão-de vir e guardam tudo dentro deles e, às vezes, fazem umas misturas que nos oferecem e que nunca, mas nunca nos ensurdecem. Esmagam-nos apenas.
a.
[... de manhã, numa qualquer praia, desde há muito]
[.. à tarde, numa qualquer vida, desde que se acreditou]
[... à noite, num qualquer nada abafado, desde que haja vento]
