O desassossego dele tinha pernas. Eram as que vagueavam, em círculo, por entre os escolhos da sua vida.
O desassossego dele tinha olhos. Eram os que viam no espelho o ser idiota que ele era.
O desassossego dele tinha braços. Eram os que agarravam na guitarra para tirar os acordes que lhe permitiam fingir que estava bem.
… só não tinha alma!
a.
