Ele saiu do edifício branco e disse, baixinho, a si próprio:
- Comboios são pontos de fuga. Toda a gente sabe. Daqueles que cheiram a longe.
Ele fechou os punhos com força e disse, baixinho, a si próprio:
- A chuva é a cortina do self quando ele anda armado em parvo a pulverizar os pensamentos e a dar cabo dos miolos.
Ele sorriu… com pouca convicção e disse, baixinho, a si próprio :
- Pega mas é no trompete e vai-te à vida!
E, foi.
Sem ponto de fuga, apanhou aquela onda, daquele rio, daquele mar.
a.
