Olha, não foi nada mal pensado teres escolhido este sítio, deve ser mesmo dos mais seguros do mundo.
Lê o 1º post deste blog! Fala em liberdade de Ser e de mais umas coisas sem interesse nenhum mas, é assim uma espécie de constituição cá do sítio, por isso é melhor leres.
R U still in 2 it, pois é! Para ti sou uma desconhecida, mas fica a saber que sou uma desconhecida do caraças e, se não fores burro, o tempo ajudar-te-á a perceber porquê.
Outra coisa, já percebi que tens medo do escuro. Eu vejo muito mais longe do que tu imaginas que posso ver por isso estou muito à frente, mas se quiseres, podes deixar as luzes acesas, que eu não me importo.
E pronto… acho que chega para ”contrato de aluguer”.
PS: Desculpa lá aquela do “burro” óh Pai Natal… eu sei que não és, mas saiu-me! Só por essa toma lá esta música.
Em tempos, alguém lhe tinha assegurado que alguma coisa pod(ia) acontecer. Ainda que a coisa fosse desconhecida, a vida “intra-coisa” estava descrita e era cheia.
O dia e a hora eram desconhecidos, mas isso não era verdade para os outros limites do tempo. Esses, eram conhecidos.
Os autores, sendo desconhecidos, há muito que eram conhecidos.
A luz entrou pela noite e destronou-a. Isso fez com que muitos dos seus pensamentos fossem afectados. Silenciou-os. Olhou a cama vazia e desfeita. A luz reflectia a sua sombra no emaranhado dos lençóis. Doeu-lhe olhá-la e saiu do quarto.
Outros circuitos da sua vida teriam que ser reactivados:
… lavou a cara e sentiu o desconforto de estar vivo.
… olhou fixamente a torradeira e bebeu o primeiro café da manhã.
… deu um pontapé na cadeira e foi-se embora dali.
Levou consigo uma pergunta na esperança de conseguir fabricar uma resposta: porque raio era tão dificil falar quando se sabia exactamente o que não dizer?
Corrosivamente, ele gritou. Arremessando-se contra a porta, gritou de novo. Já esperava que isto lhe acontecesse. Apenas não sabia quando e onde. Foi-o ali, naquele instante, em que a luz lhe ofuscava a razão, a raiva lhe bloqueava a contenção, o medo lhe arrefecia aquilo que podia ser a alma, se não estivesse esfrangalhada há muito. Olhou-se ao espelho e não se estranhou. Era o mesmo idiota de sempre, com a diferença de que agora sangrava.