Sem saber bem se são os ambientes que fazem os dias ou o inverso, ali se deixou ficar, de olhos fechados, sem fazer barulho, apenas a ouvir.
Simetricamente e, às escuras.
a.
Sem saber bem se são os ambientes que fazem os dias ou o inverso, ali se deixou ficar, de olhos fechados, sem fazer barulho, apenas a ouvir.
Simetricamente e, às escuras.
a.
Debaixo de uma luz quente que não aquecia, ela saltou para dentro de mais um daqueles dias azuis.
Sem que nenhum aperto a fizesse sentir o que quer que fosse, pegou na chávena de um café que tinha arrefecido sob o seu olhar parado. Sem hesitar, pousou-o e foi-se embora, sem que isso lhe parecesse uma coisa idiota. Ela, sim, era-o.
Nesse dia, tudo o que fez, levava uma marca que lhe vinha de dentro… 100% wrong!
a.
Há dias cinzentos. Há dias nihilistas. Há dias de merda.
Ela prefere-os nihilistas porque a deixam com a sensação de que é mesmo idiota. Nihilistas e de merda! Isso significa uma atitude contemplativa e passiva de si, dos outros e do mundo.
Ao chegar a casa, descalçou-se e pôs-se a ouvir esta música. Deixou-se por lá ficar por coerência com o desalento e incapacidade de ir (onde quer que fosse). Porra!
a.
Corrosivamente, ele gritou. Arremessando-se contra a porta, gritou de novo. Já esperava que isto lhe acontecesse. Apenas não sabia quando e onde. Foi-o ali, naquele instante, em que a luz lhe ofuscava a razão, a raiva lhe bloqueava a contenção, o medo lhe arrefecia aquilo que podia ser a alma, se não estivesse esfrangalhada há muito. Olhou-se ao espelho e não se estranhou. Era o mesmo idiota de sempre, com a diferença de que agora sangrava.
a.