São os dias que, depois de amanhecerem, se expandem e que esverdeiam até se alaranjarem. Não são por isso diferentes, são apenas, quase surreais.
Por isso, lá estão eles, ao lado de uma cadeira coberta de pó e, no avesso, com as rugas do costume. Quanto aos direitos, não é claro que a dor de os não ter lhes pertença. É apenas uma forma de se assinalar que eles, a ela não têm direito.
Depois, o céu riscado, a parede branca e o EU dessintonizado, fizeram o resto.
Não foram as flores e o aperto que sentia - desde há tanto tempo que, mesmo ao longe, o conhecia por dentro – seria a única coisa a encher-lhe os dias e as noites. E isso, ele não queria.
Em Agosto, que como é sabido, não é lugar para se viver.
O bando de aves já se tinha ido. Com o medo entrelaçado nos neurónios, dentro de um espaço onde a trama se apertava cada vez mais, ele ia-se deixando ficar.
Por via disso e, sem que nada o indiciasse, sorria.
Sem hesitar, olhou para o dia que se entendia à sua volta. Era um dia, metade dia, metade aquilo-que-se-quiser. Um dia que cheirava a palha, por estar no meio dos milheirais mais precoces. Um dia, que respirava, de tão azul que estava.
Encheu-se desse dia, por ali, no meio das bandeiras mais bonitas, que a viam passar, devagar e de nariz no ar, até que uma delas, lhe sussurrou baixinho: