Nem sempre, como naquele dia, olhando para cima, se via um céu quase estupidamente vermelho, em tons de azul escuro.
Isso não impediu que, ele, olhando em frente, de mínimos acessos, avançasse para trás. Para trás e olhando para o lado, onde via desfilar o medo todo lambuzado.
Ele sabia que debaixo da chuva, era preciso ir, dentro do escuro era preciso ver e, do outro lado, do lado lambuzado, era preciso voltar.
A alternativa era rir dos ai’s. Dos dele e dos dela.
Havia por ali um frio, aprisionado pelas paredes. Via-se que era frio, pelas marcas que deixava na alma. Ainda se fosse só na alma… mas parece que a vontade também tinha ficado retalhada. E, assim sendo, era a inércia que, confortavelmente instalada com o nascer do sol, ainda por lá reinava.
Havia por ali um fogo, difuso no ar. Via-se que era fogo, pelas marcas do fumo que deixava no olhar. Ainda se fosse só no olhar… mas parece que a esperança também tinha ficado enegrecida. E assim sendo, era um estado gasoso de coisa nenhuma, que por ali a envolvia.